Resenha do site – No Ritmo da Vida

Existem alguns filmes que parecem feitos para os pequenos circuitos. Que dificilmente chegam aos grandes cinemas ou se tornam muito conhecidos.

Longe de ser um defeito, isso é uma qualidade que lhes dá uma liberdade e uma independência que filmes de grandes estúdios não têm. Longas como Viva, Solo, Pride, Todas as Cores do Amor ou Hedwig que conquistam o espectador mais pelo singelo que pelo megalomaníaco.

No Ritmo do Coração é um destes filmes. Seu grande trunfo não é um um elenco de famosos, um diretor conhecido ou efeitos especiais mirabolantes. Mas sim sua história. No filme, que chega esta semana a alguns cinemas do país, Thomas Duplessie é Russel, um jovem que após terminar com o namorado preconceituoso decide partir para o interior do Canadá e passar um tempo na casa da avó. O grande dilema de Russell, no entanto, é que ele não sabe bem o que quer da vida. E como quando a gente não sabe para onde vai qualquer caminho serve, ele acaba ainda mais perdido ao se ver em uma cidade minúscula sem poucas oportunidades de trabalhar como ator.

Enquanto cuida da avó doente ele percebe que outras oportunidades podem se abrir e que seu passatempo como drag queen pode ser mais do que isso. Mas Russell está perdido. Entre um sermão da mãe e um sentimento de culpa por querer abandonar a avó, ele tenta se encontrar na bebida e no relacionamento com outros homens.

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No Ritmo da Vida venceu prêmios em diversos festivais de cinema LGBT e é o primeiro filme dirigido por Phil Connell, além de ser um dos últimos trabalhos de Cloris Leachman, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por A Última Sessão de Cinema, de 1971.

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Sincero e honesto, o longa mostra como, às vezes, é mais difícil saber o que queremos realmente que saber como atingir um objetivo. O pouco período que o rapaz passa com a avó lhe mostra como em alguns momentos precisamos nos afastar da situação para vê-la de outro ângulo e encontrar uma resposta que poderia estar bem à nossa frente. Russell amadurece e percebe que existe muito mais do que ele imaginava na vida. E que terá um longo (e às vezes doloroso) caminho pela frente na vida adulta. Mas… que ser adulto é justamente isso!

* Em Curitiba o filme está previsto para estrear dia 10/03 no Cine Passeio.

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A trilha sonora

Outros dos grandes destaques do filme é a trilha sonora. Quando Russell dança, é sempre ao som de músicas poderosas. Logo de cara ouvimos canções de Years & Years, Scissor Sisters e Robyn e, entre outras menos conhecidas, a trilha dá um ritmo de urgência às ações do rapaz e de atemporalidade ao filme.

Assista ao trailer e ouça as músicas da trilha abaixo:

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