Killing Eve – Primeiras impressões

Alguns meses atrás li em algum lugar algo como “As mulheres não precisam que James Bond ou Indiana Jones sejam interpretados por mulheres, elas precisam de personagens criadas para elas”. Fiquei pensando sobre aquilo e, claro, só pude concordar.

Depois de longas como Atômica, Lucy ou Operação Red Sparrow a colocação acima ficou bem clara: SIM, é possível fazer filmes de ação protagonizados por mulheres. E Killing Eve está aí para reforçar a ideia.

A série produzida pela BBC America traz um embate de gato e rato no melhor estilo 007: Eve Polastri (Sandra Oh, de Gray’s Anathomy) é uma funcionária do MI5 que luta para ser ouvida num mundo comandado por homens. Suas teorias sequer são levadas a sério e seu jeito um tanto destrambelhado faz com que ela não receba muitos créditos. A esperteza de Eve será colocada à prova quando ela é demitida e, com o apoio de outra mulher do setor que acredita em suas teorias, acaba se tornando uma espécie de agente secreta na busca por uma assassina que ataca em diversos países.

A assassina é Villanelle (Jodie Comer), uma linda e cruel francesa (?) que ataca sem piedade e mata suas vítimas com requintes de um humor mórbido. É ela quem Eve deve perseguir e capturar a qualquer custo.

A grande sacada de Killing Eve é o fato de Eve não ser uma heroína. Ela não é super atlética, não coleciona conquistas amorosas, não entra no bar de salto 15 e roupa de vinil e vira cabeças. Eve é comum. É qualquer um de nós: acorda descabelada, solta piadas na hora errada, não consegue acertar na roupa e tem um casamento dentro dos limites do tedioso. É mais do que fácil se identificar com a protagonista. Já Villanelle faz despertar em todos nós aquele desejo escondido de torturar um desafeto e ainda dar um tchauzinho com a mão do defunto. Como de praxe, Eve vai se tornar obcecada pela assassina, claro.

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Rápido, inteligente, divertido e criativo, o seriado adaptado da série de livros Villanelle, de Luke Jennings consegue levar para a tela toda a atmosfera dos filmes de espionagem, porém sob uma nova ótica. Sutiãs, absorventes e filhos fazem par com pistolas, facas e venenos mortais em belíssimas paisagens.

Um prato cheio para os órfãos das mulheres poderosas de Revenge RivieraKilling Eve é uma das melhores estreias do ano, e já garantiu uma segunda temporada antes mesmo da estreia americana. Os 8 episódios do primeiro ano começaram a ir ao ar nos EUA dia 8 de abril e não tem data para estrear por aqui (mas os downloads estão aí pra isso né?).

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