Resenha do site: Free Guy

Partindo de uma premissa original pero no mucho, Free Guy tem dois trunfos que muitos filmes não têm: Ryan Reynolds e Jodie Comer.

O primeiro, conhecido do grande público como o desbocado Deadpool, mantém basicamente o mesmo personagem, é bem verdade. Porém isso lhe basta. Ao garantir o tipo “boa praça”, Reynolds fez seu currículo dentro e fora das telas e segura como poucos duas horas de filme. Já Jodie Comer, que amamos desde a primeira temporada de Killing Eve, vem ganhando espaço aos poucos em Hollywood. Depois de uma micro-ponta em Star Wars, ela protagoniza Free Guy ao lado de Reynolds e está em O Último Duelo, um dos prováveis indicados ao Oscar 2022 ao lado de nomes como Matt Damon e Adam Driver.

Só esta união poderia bastar para um filme incrível, mas Free Guy vai além. Seu roteiro esperto, sua edição ágil e sua conversa com o público atual fazem dele um dos filmes mais bacanas do ano. Adiado por anos, ele deveria ter chegado aos cinemas antes da pandemia e, desde então, veio sendo reagendado diversas vezes até que na metade deste ano chegou finalmente aos cinemas.

No longa, Ryan Reynolds é Guy, um homem solitário que mora numa cidade aparentemente comum vivendo uma vida comum. Trabalha em um banco, toma o mesmo café todo dia e veste sempre as mesmas roupas. Mas o cenário idílico parece ter algo de errado: explosões, assaltos, acidentes de trânsito fazem parte da rotina e não parecem abalar ninguém. O que Guy não sabe é que ele na verdade é um personagem de um video game, (e pior: um coadjuvante) um chamado NPC (non-player character), um daqueles personagens que ficam no fundo da cena de ação. Quando Guy se apaixona por uma jogadora (sem que saiba disso), as coisas começarão a mudar.

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Do lado de cá do console, Jodie Comer é Millie, uma desenvolvedora de games que busca no jogo um código criado por ela que foi roubado e usado para construir o game em que Guy é participante. Ao entrar no jogo, ela acaba conhecendo Guy, que poderá ajudá-la sem nem mesmo saber o que está fazendo.

Carregando mensagens importantes como a de que a nossa vida pode ser mais do que a gente imagina, Free Guy empolga e diverte sem emburrecer como um Pixels, além de fazer pensar. Valeu a pena esperar.

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