Resenha do site – Entre Facas e Segredos

Filmes de detetive já tiveram seu auge no cinema. Advindos da literatura, criaram personagens clássicos nas telas e, vez ou outra, ressurgem com releituras. As últimas encarnações de Sherlock Holmes na pele de Robert Downey Jr e de Hercule Poirot com a cara e o bigode de Kenneth Branagh são ótimos exemplos. E ótimos filmes.

Lhes falta, no entanto, um toque moderno. Um quê de atualização em suas histórias e personagens. Sair da aristocracia britânica e vir um pouco mais pro mundo real.

E foi justamente isso que Rian Johnson fez. Conhecido no cinema por já ter dirigido longas como Star Wars: Os Últimos Jedi e Looper, Johnson criou e dirigiu Entre Facas e Segredos, um filme de detetive como nunca se viu.

O grande elenco carrega o peso da importância do diretor/roteirista: Daniel Craig, Chris Evans, Ana de Armas, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon, Jamie Lee Curtis, Toni Collete, Christopher Plummer, LaKeith Stanfield. Nomes conhecidos e poderosos no cinema, como nos filmes de detetive de antigamente. O grande mistério do “quem matou”, o elenco de nomes famosos e a figura do detetive, aliás, são as únicas semelhanças com os filmes do gênero.

Johnson arma seu tabuleiro e seus personagens de forma clássica, mas suas jogadas são modernas, inventivas, atuais. Assuntos contemporâneos como imigração ilegal e preconceito social duelam com os clássicos como brigas por herança e vidros de venenos. Todos são suspeitos, todos têm motivos. Porém, até descobrirmos quem realmente matou o patriarca Harlan Thrombey (Plummer), faremos uma viagem pelos egos de cada personagem e conheceremos mais de cada um para que possamos dar nossos palpites.

Embora engenhoso, o final um tanto previsível não tira nenhuma graça do filme. Chegarmos ao grande culpado (ou culpada) é “apenas” a cereja do bolo num longa deliciosamente sarcástico, com humor na dosagem certa e personagens tão ricos que dariam cada um seu próprio longa. O detetive Benoit Blanc (Craig), aliás, criado com inspiração direta em Poirot de Agatha Christie, já merece seu universo cinematográfico próprio, resolvendo novos casos a cada ano.

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