Resenha do site – Star Wars: O Despertar da Força (sem spoilers)

Você poderia estar vivendo em uma bolha, e só ter saído hoje. Ou, pode ter acabado de chegar de uma galáxia muito muito distante. Caso nenhuma dessas coisas tenha acontecido, você não passou incólume por todo o barulho que Star Wars vem fazendo no mundo do entretenimento com tudo que já se falou (e que JÁ FALAMOS) a, pelo menos, um ano.

Como é muito pouco provável que você não saiba, esta semana estreia o aguardadíssimo Star Wars – Episódio VII: O Despertar da Força nos cinemas mundiais. O filme já estreia batendo ao menos dois recordes: o de maior número de salas – 4100 nos EUA contra 4025 de O Hobbit –, e o de maior vendagem de ingressos em pré-estreia – mais de U$100 milhões, ultrapassando os U$25 milhões de O Cavaleiro das Trevas Ressurge -, e é um dos longas mais aguardados dos últimos tempos. Não tem fã de Marvel que se compare a um verdadeiro fã de Star Wars. Até porque, a saga intergaláctica começou há quase quarenta anos (quando muitos fãs dos filmes da Marvel sequer pensavam em nascer).

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Em 1977 George Lucas trazia para o mundo um dos maiores fenômenos pop de todos os tempos no cinema. Seu Guerra nas Estrelas, hoje conhecido como Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança, arrecadou quase 36 milhões de dólares no final de semana de estreia nos EUA e acumulou uma bilheteria americana de mais de 460 milhões. De lá pra cá muita coisa mudou: foram outros cinco filmes e quase 5 trilhões de dólares em bilheteria. Star Wars foi além do cinema, alcançou patamares antes inéditos por filmes, e hoje está presente em brinquedos, jogos de cama, livros, material escolar, roupas (íntimas inclusive), decoração… e onde mais você consiga imaginar.

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O episódio VI, O Retorno de Jedi, parecia fechar a história. Mas, se ele de fato completava um ciclo, havia muito mais a ser explorado naquele vasto universo. Foi então que um dos roteiristas originais de dois dos três primeiros filmes se uniu a um diretor emergente e fã da saga para retomar sua aventura.

Lawrence Kasdan se juntou então com o diretor J.J. Abrams para escrever o roteiro do episódio VII: O Despertar da Força. Só mais um filme caça-níquel, você pode pensar. Por que continuar a história? Será que eles poderiam criar outro Darth Vader? Depois da recepção tão fria dos três últimos filmes, será que o criador de Lost conseguiria retomar as rédeas da saga de Luke, Han, Leia e Yoda só porque era um fã dos filmes?

Bom, guardadas as devidas proporções (e idades dos atores), pode-se dizer que sim. J.J. Abrams consegue.

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O Despertar da Força é absolutamente tudo o que se poderia esperar de um grande épico: cenas grandiosas, atos heroicos, jornada de heróis e vilões. Sem entregar muito do roteiro, dá pra dizer que mesmo dramas familiares estão presentes na história.

Extremamente bem realizado, o filme enche os olhos desde o começo com sua fotografia de cair o queixo. É bem verdade que já nos primeiros acordes da música-tema e ao lermos “A long long time ago, in a far away galaxy…” na tela, todo aquele sentimento de saudosismo vem à tona.

Mas O Despertar da Força não é apenas para fãs da saga.

Claro que se você conhece os filmes anteriores, ou os reassistiu antes de ir ao cinema, muito do reconhecimento fica mais fácil, mas não é algo exatamente necessário. A história desenrola-se muito bem como um novo primeiro capítulo passado aproximadamente 30 anos após o último filme, envolvendo governos ditatoriais e uma família com muitos problemas.

Muita coisa mudou de 1977 pra cá. Ou mesmo de 2005 pra cá, quando o episódio III (A Vingança dos Sith) chegou aos cinemas. Dez anos depois do último filme o público mudou e a forma de se ver e interagir com os filmes também. Então tudo deveria se adaptar. E o diretor e roteirista Abrams consegue habilmente fazer esta transição e adaptação: seus protagonistas são jovens atores em ascensão, seus novos personagens são cativantes, seu novo vilão é problemático. Até mesmo o novo droid que se junta à C-3PO e R2-D2 é encantador. Uma mistura de Wall-e com um cão de estimação, BB-8 cativa desde sua primeira aparição.

Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Adam Driver, Domham Gleeson e Lupita Nyong’o não fazem feio diante dos veteranos Harrison Ford, Carrie Fisher, Mark Hamill e Peter Mayhew e conseguem, ininterruptamente, manter a ação e o humor necessários à história. E, em se falando de tempos politicamente corretos, termos um protagonista negro e uma mulher é um feito e tanto! Além disso, o diretor J.J. Abrams consegue manter o tom do filme original: seus efeitos não soam exagerados, seus “digitais” não estão deslocados e tudo mantém a mesma estética crua e “manual” de 38 anos atrás. Dá quase pra sentir a sujeira, a areia, o metal, os tecidos. As cenas abertas, filmadas na maioria com câmeras IMAX, trazem uma sensação de imersão praticamente real. Imagens impressionantes saltam aos olhos, é quase possível sentir o vento na cara e praticamente impossível segurar o queixo diante do espetáculo visto na tela gigante em 3D de um cinema IMAX.

Algumas semanas atrás poderia-se pensar: e se o filme não corresponder a todo este barulho? E se depois de tanta expectativa o episódio VII for uma decepção tão grande quanto foi o I em 1999. Os fãs dificilmente admitiriam, principalmente depois de Star Wars voltar a ser um fenômeno mundial. Mas a verdade é que não há motivo para preocupação. O Despertar da Força é tudo e muito mais do que se pode esperar: um filme grandioso, uma história envolvente que nunca perde seu ritmo e tem a duração certa (e o gancho certo para suas duas sequências). Trata-se de entretenimento, de cinema pop sim, mas da melhor qualidade. Como, aliás, estávamos precisando há algum tempo. Veja e reveja, e no melhor cinema possível.

Com a força propulsora que é Episódio VII, J.J. Abrams se prova o melhor contador de histórias da atualidade. Tudo aquilo que Steven Spielberg, George Lucas e James Cameron já foram um dia. E sim, traz um filme capaz não só de agradar os fãs mais fervorosos, mas também de angariar toda uma nova geração de star wars maníacos.

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