Resenha do site – Morte no Nilo

Filme dá sequência às aventuras do detetive Hercule Poirot no cinema com luxo e mistério

Depois do sucesso de público e crítica de Assassinato no Expresso do Oriente em 2017 e a volta das histórias de mistério para a literatura, cinema e TV era questão de tempo para o detetive criado por Agatha Christie dar as caras (e o bigode) de volta nas telas. De fato, pouco tempo depois foi anunciado que o “universo Hercule Poirot” ganharia uma sequência nos cinemas: Morte no Nilo.

Novamente dirigido e estrelado por Kenneth Branagh (que este ano faz bonito entre os indicados ao Oscar com Belfast), o longa é uma história de mistério calcada em dois dos pilares mais cobiçados e perigosos do mundo: o amor e o dinheiro. E o que as pessoas são capazes para conseguir um ou outro. Ou ambos.

A trama se passa (obviamente) no Egito na década de 40. Após uma breve introdução (desnecessária, na opinião de quem é fã do personagem e não se lembra daquilo nas páginas), Poirot se encontra placidamente admirando as pirâmides de Gizé até que é atrapalhado por uma inusitada pipa e mergulha em um mundo de luxo e beleza, rodeado por pessoas estupendamente ricas e deslumbrantes. No centro de tudo está Linnet (Gal Gadot, hipnotizante): uma mulher cuja beleza se equipara à riqueza, e Simon (Armie Hammer, de Me Chame Pelo Seu Nome), seu marido. À sua volta, como abelhas rondando o mel, parentes, amigos e criados zanzam sem parar. Quando eles decidem partir em uma viagem de barco pelo Nilo para fugir de um desafeto, a calmaria das águas vai contrastar com um assassinato a bordo.

Daí pra frente não se pode dizer muita coisa sem estragar as surpresas. Branagh leva suas funções a sério e comanda o filme com tensão crescente cercado por paisagens espetaculares. Os personagens coadjuvantes que, assim como em Assassinato… são interpretados por um elenco de peso (Annette Bening, Letitia Wright, Jennifer Saunders, entre outros), carregam no drama e por vezes na canastrice necessária para este tipo de história.

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Morte no Nilo é uma sequência à altura de seu antecessor e mostra que existem poucas coisas que Kenneth Branagh não saiba fazer no cinema. Como diretor, seu filme prende a atenção com uma história interessante sobre mistério, amor e cobiça e cenários de encher os olhos. Como ator, seu Poirot é um dos melhores retratos do detetive criado por Agatha Christie (embora fisicamente seja bem distante de seu original): egocêntrico e vaidoso, porém não sem motivos.

Uma coisa é certa: você jamais vai querer estar no caminho do excêntrico Poirot e suas pequeninas células cinzentas. Seja a bordo de um trem ou de um navio de luxo no Nilo. Tomara que venha mais por aí! Material é que não falta.

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