10 curiosidades sobre ‘Cruella’ + o que achamos do filme

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Depois de vários adiamentos e incógnitas chegou esta semana (finalmente) ao Disney+ e às cidades com cinemas abertos o longa que conta a história da vilã mais temida pelos dálmatas.

Cruella está disponível no Premiere Access do Disney+ pelo valor de R$69,90 até dia 11 de junho. Depois ele sai do catálogo para voltar (ainda sem data definida) sem custo adicional, como aconteceu com Raya e o Último Dragão.

E se você também sentiu cheiro de Oscar com os looks deslumbrantes do longa, saiba que não é por acaso: o figurino foi concebido por Jenny Beavan. Indicada ao Oscar dez vezes, ela venceu em duas, por Uma Janela Para o Amor e Mad Max: Estrada da Fúria.

Antes de publicar nossa resenha (que você pode ler no final deste post), vamos conhecer 10 curiosidades do longa estrelado por Emma Stone e Emma Thompson.

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1. O diretor

Quem dirige o longa é Craig Gillespie. O diretor ficou conhecido por Eu, Tonya, filme que deu uma indicação ao Oscar para Margot Robbie e uma estatueta de melhor atriz coadjuvante para Allison Janey em 2018. No entanto, além de outros filmes bacanas no currículo, como o remake de A Hora do Espanto estrelado por Colin Farrell, Gillespie é responsável por uma obra prima do cinema recente: A Garota Ideal.

Indicado ao Oscar de melhor roteiro original em 2008, o longa estrelado por Ryan Gosling (parceiro de Emma Stone em La La Land) conta a história de um rapaz solitário que se apaixona por uma boneca inflável. O que poderia ser uma história escatológica e de mal gosto nas mãos erradas, sob o comando de Gillespie se torna um filme tocante e emocionante sobre solidão. A Garota Ideal está disponível na Amazon Prime.

Craig Gillespie fala sobre a trilha sonora de Cruella e de incorporar os  dálmatas na história de origem da personagem | Arroba Nerd
Craig Gillespie

2. O roteiro

A história, baseada no livro que deu origem à animação da Disney e ao longa em live action de 1996 estrelado por Glenn Close, conta com um time de roteiristas de sucessos:

Dana Fox é uma das roteiristas responsáveis por Jogo de Amor em Las Vegas, comédia romântica com Ashton Kutcher e Cameron Diaz e Muito Bem Acompanhada, outra comédia romântica, esta estrelada por Debra Messing e Dermot Mulroney.

Aline Brosh McKenna é responsável por filmes e séries amados no mundo todo como Crazy Ex-Girlfriend, Vestida Para Casar e O Diabo Veste Prada.

E Tony McNamara já trabalhou com Emma Stone em A Favorita, longa de 2017 que rendeu a ambos indicações ao Oscar. A Favorita teve ao todo 10 indicações, vencendo na categoria de melhor atriz original (Olivia Colman).

Craig Gillespie didn't look back at 101 Dalmatians when making Cruella |  The List

3. A trilha sonora

Passado na década de 1970, o longa é recheado de músicas e artistas icônicos da época, como Supertramp, Bee Gees, The Doors, The Clash, Rolling Stones, Nancy Sinatra, Tina Turner, Blondie e vários outros.

A música original composta para o filme fica por conta de Florence + The Machine.

4. Os cachorros

Ao assistir ao filme a gente pode se perguntar se os cachorros são reais ou digitais. Bom, dá pra dizer que nem o diretor sabe ao certo.

Craig Gillespie afirmou que as duas formas foram usadas no longa. Mesmo quando os cachorros eram digitais, cães reais estavam no estúdio. Então, no produto final, ele confessa que nem sempre consegue distinguir qual é qual.

Aliás, Emma Stone é apaixonada por cães e defensora da adoção responsável!

Incredible journey of Disney's Cruella's dog from stray to blockbuster star  - Mirror Online

5. Androgenia, gênero fluido e personagem gay

Um fato que os fãs veem reclamando é o de que a Disney parece anunciar seu “primeiro personagem gay” em diversos filmes: Dois Irmãos, A Bela e a Fera, Jungle Cruise e agora em Cruella.

Se tudo isso não parece muito acertado, podemos dizer muito bem que Cruella traz o que pode ser chamado de o “primeiro personagem de gênero fluido da Disney”. Artie, interpretado por John McCrea, é fabuloso e, segundo o próprio ator, queer:

“Você não vai vê-lo se apaixonando, não existe nenhum aspecto social do personagem. Mas seu modo de viver é fabuloso, ele ama a vida”, afirmou o ator em uma entrevista para a revista americana Attitude. McCrea diz que em um dos primeiros esboços do roteiro, Artie era uma drag queen então pra ele foi natural interpretá-lo daquela forma, claramente fazendo referência à androgenia de David Bowie.

McCrea complementou na entrevista: “Se eu tivesse um personagem como esse para ver na tela quando criança eu teria me apaixonado na hora. A ideia de que ele se aceita completamente, é muito feliz e adora sua forma de viver. São coisas incríveis. Ele vive por suas próprias regras. Em uma fala maravilhosa ele diz: ‘Costumo dizer que ‘normal’ é o mais cruel dos insultos, e isso ninguém diz que sou’. É um pensamento maravilhoso de se ter”.

Exclusive: John McCrea says Cruella's "iconic" queer character was  originally a drag queen

6. Referências à animação

O figurino que a mãe de Estella usa para ir à casa da Baronesa é uma homenagem à roupa que Anita está usando quando conhece Roger

Horace e Jasper comentam como alguns cães parecem seus donos, uma homenagem à cena onde Pongo vê Anita pela primeira vez.

Quando Roger é apresentado como advogado da Baronesa, ela comenta que ele basicamente toca piano o dia todo, uma referência à sua profissão na animação. Na cena durante os créditos, ele é visto ao piano tocando e cantando Cruella DeVil.

7. O carro

O carro que Cruella rouba é um Panther De Ville, o mesmo carro que Glenn Close usava nos dois longas em live action 101 e 102 Dálmatas. Horace depois rouba um do mesmo modelo, mas branco e preto, comentando o nome do carro que, depois, inspira o sobrenome da vilã. O carro foi fabricado de 1974 a 1985.

8. Cinema

Quando Estella está fingindo trabalhar em um hotel, um filme está passando na TV. Trata-se de Um Barco e Nove Destinos, de 1944 do diretor Alfred Hitchcock, estrelado por Tallulah Bankhead. Segundo consta, foi nela que a produção da animação de 101 Dálmatas se inspirou para criar os maneirismos de Cruella DeVil.

Em Cruella, vemos uma cena em close da risada da atriz, bastante similar à risada de Cruella.

9. Amigas e rivais

Conhecida por seus papéis dramáticos e românticos (como em Simplesmente Amor) ou como a destrambelhada professora Trelawney de Harry Potter, Emma Thompson afirmou em uma entrevista que não via a hora de interpretar uma vilã de verdade no cinema. Segundo a atriz, ela estava cansada de ser a mãe de família e queria há algum tempo ser uma vilã.

De acordo com entrevistas, a química entre as duas atrizes foi tão grande que elas costumavam se encontrar durante as filmagens para beber tequila e precisavam se controlar para não exagerar e poder continuar as gravações.

Cruella Trailer Focuses On Emma Thompson's New Disney Villain

10. CruellaVerse

Esta é a oitava encarnação de Cruella em uma produção da Disney. A primeira foi na animação de 101 Dálmatas, de 1961, interpretada por Betty Lou Gerson.

Em 1996 foi a vez de Glenn Close dar vida à vilã no live action de 101 Dálmatas, e reprisar o papel em 102 Dálmatas em 2000. Entre os dois filmes, April Winchell deu voz à personagem na série animada de 101 Dálmatas, de 1997 a 1998.

Em 2002, no longa animado 101 Dálmatas 2, quem interpretava Cruella era Susanne Blakeslee. De 2018 a 2020 a série animada Rua Dálmatas 101 trouxe Michelle Gomez como a voz da vilã.

Na série Once Upon a Time, quem interpretou a vilã foi Victoria Smurfit e em Descendentes foi a vez de Wendy Rachel Robinson.

Até que chegamos em Emma Stone em Cruella.

5 perguntas sobre 'Cruella' – Pausa Dramática – Cinema, música,  entretenimento e Cultura Pop
Glenn Close (101 Dálmatas), Victoria Smurfit (Once Upon a Time) e Wendy Raquel Robinson (Descendentes)

O que achamos de Cruella?

A Disney tem um pepino dos grandes nas mãos quando resolve fazer filmes sobre seus vilões e vilãs: além de ter que criar uma história que “justifique” a maldade do personagem, precisa fazer isso de forma a ter um filme familiar. Ou seja: não há assassinatos maléficos, sangue nem violência. O que significa que estes vilões são maus, mas nem tanto.

E, assim como em Malévola, em Cruella é justamente isso que acontece. Todo o longa é concebido de forma a criar uma história sobre o passado desta personagem que explique sua maldade.

Diferente desde que nasceu, Estella é uma criança impetuosa e pronta para defender seu ponto de vista contra as regras. O que, claro, vai criar problemas desde a escola. Em uma introdução rápida conhecemos a infância problemática de Estella e os acontecimentos que a levam a conhecer Horace e Jasper em Londres, assumindo uma vida de crimes.

Quando conhece a baronesa Von Hellmann, Estella enxerga uma chance de ser alguém no mundo da moda que tanto almeja, mas nem tudo vai correr como ela planeja.

Acima de tudo um espetáculo visual punk rock, Cruella é esperto, ágil, deslumbrante e inteligente. Os planos elaborados por Estella são sempre brilhantes, seus visuais de cair o queixo e a “justificativa” de sua maldade (e fortuna) bastante plausível. O elenco de primeira, com nomes de peso como Emma Stone, Emma Thompson, Mark Strong e Kirby Howell-Baptiste segura as pontas e entrega um filme divertido que cumpre o seu papel: nos mostra quem é Cruella, de onde ela veio e porque ela é má. Mas nem tanto.

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