Resenha do site: tick, tick… BOOM!

Ao retratar a tortura psicológica de Jonathan Larson, o musical nos leva pra dentro de sua mente e de seu processo criativo

Todo fã de musical conhece Rent. Uma das obras mais inovadoras do gênero e um dos maiores sucessos dos palcos da Broadway revolucionou a forma como se faz e se vê os musicais.

Mas embora muitos de nós (os fãs de musicais) sejamos apaixonados pela criatura, a ópera-rock que retrata tão absurdamente a juventude no final dos anos 80, poucos são os que conhecem seu criador.

Jonathan Larson era uma força da natureza: hiperativo, ansioso, mais alto que o normal e obcecado por suas criações, Jon era daquelas pessoas capazes de compor sobre qualquer coisa e de passar horas fazendo isso sem ver o tempo passar. De fato, vivia como se corresse contra uma contagem regressiva. E tick, tick… Boom! nos leva pra dentro da mente deste compositor.

No longa, primeira vez de Lin Manuel-Miranda na direção (compositor de músicas de filmes e peças como Hamilton, Em Um Bairro de Nova York, Moana, Encanto e A Jornada de Vivo), somos catapultados pra dentro da mente de Jon. Por meio do musical autobiográfico que Larson mesmo compôs para expor sua vida e seu processo criativo, o diretor nos leva por um caminho nada fácil sobre como é ser criativo demais, ser à frente de seu tempo, ser incompreendido, ser soterrado pela mediocridade. E esperar a vida acontecer, nem sempre com um final feliz.

Com muitas referências à Rent tanto no estilo das músicas compostas por Larson quanto em cenas e ambientação, tick, tick… Boom! é uma viagem pra dentro de um homem que nunca encontrou seu espaço no mundo. Jonathan Larson nunca conseguiu ver seu próprio sucesso: ele morreu de um aneurisma aos 35 anos no dia da estreia de Rent na Broadway em 1996. O musical permaneceu em cartaz por 12 anos (e até hoje tem montagens pelo mundo, incluindo no Brasil) e teve mais de 5000 apresentações na Broadway. Em 2005 ganhou sua versão para os cinemas, dirigida por Chris Columbus, de Harry Potter e a Pedra Folosofal, Uma Babá Quase Perfeita, O Homem Bicentenário e Esqueceram de Mim, entre outros) contando a história de um grupo de amigos na virada de 1989 para 1990 às voltas com ambições, sonhos e a ascensão do HIV.

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tick, tick… Boom! serve como prequel de Rent, mostrando o processo criativo de Larson e os amigos que serviram de inspiração para os personagens do musical que viria a ser chamado como “definição de uma geração”. E prova que, ao impor um ritmo eufórico e ansioso ao filme e à história de seu protagonista, Lin Manuel-Miranda não é apenas um excelente compositor mas também um diretor seguro que sabe o que está fazendo.

Um dos melhores filmes do ano, tick, tick… Boom! vem criando buzz para as premiações do ano que vem, especialmente pela performance sensacional de Andrew Garfield como seu protagonista: é impossível não se sentir ansioso, perdido e desesperado como ele na tela. Sua dor é real e, ao transmiti-la, Garfield nos pega pela mão e nos leva com ele. Para o céu ou para o fundo.

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PS: se você é fã de musicais, vai reconhecer alguns rostos na cena de “Sunday” no Moondance Cafe. Estão ali nomes como Bernadette Peters, Chita Rivera, Joel Grey, Brian Stokes Mitchell, André De Shields, Renée Elise Goldsberry e Phillipa Soo (de Hamilton) e Adam Pascal e Daphne Rubin-Vega, do elenco original de Rent. Manuel-Miranda disse que a ideia foi recriar de forma viva aquele cenário onde as lanchonetes possuem pôsteres de ícones como Amy Winehouse lanchando ao lado de Elvis e Madonna: “eu quis reproduzir aquela ideia de lendas de épocas diferentes conectadas em um único cenário. É como se Jon estivesse em um sonho, com pessoas que ele nem conheceu ainda, mas que hoje são lendárias”.

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