Hoje, ao ver os dois primeiros episódios de Uncoupled na Netflix eu fiquei chocado com o retrato honesto que a série traz de um personagem basicamente esquecido pela mídia: o gay de mais de 40 anos.
Estrelada por Neil Patrick Harris e criada por Darren Star (de Sex and The City) e Jeffrey Richman (de Modern Family), a série conta a história de um homem que, sem mais nem menos, leva um pé na bunda do companheiro de 17 anos e se vê sozinho quase aos 50.
Trazendo como estrela um tipo que raramente vemos em filmes ou séries (quando foi a última vez que você viu um filme, série ou livro estrelado por um gay de mais de 40 anos?) a produção coloca em evidência um problema muito comum: a invisibilidade destes homens.
Sufocados em um mundo de aplicativos dominados por zoomers e millennials obcecados pela última rainha do pop que surgiu ontem, por dancinhas do tiktok e que sequer sabem quem é Cher ou Madonna, estes homens se tornam, como diz o personagem, “dinossauros” num mundo que eles não entendem mais e que também não os entende. Imagino para quem é solteiro, tentar encontrar alguém nos aplicativos com mundos tão diferentes que não são compartilhados.
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Quando, no início dos anos 2000, assistíamos Queer as Folk, adorávamos e nos víamos naqueles personagens. Este ano, quando fomos empolgados assistir à nova versão, ficamos absolutamente decepcionados, pois a série, tão preocupada com a representatividade, não tem sequer um personagem da nossa faixa etária, que viu a antiga temporada e sabe que série foi aquela e qual a importância dela.
Então, finalmente poder se ver na tela da TV, em tempos tão importantes para a representatividade, é bastante satisfatório. Até porque o próprio Neil Patrick Harris faz parte deste mundo, do gay mais velho vivendo em um mundo de jovens obcecados por coisas que não fazem mais parte da nossa realidade, que não são mais a nossa prioridade, mas que ainda assim nos tornam invisíveis perante o mundo de maneira geral.
Assista Uncoupled na Netflix.
Queer as folk teve seu sucesso porque tratou a homossexualidade como algo natural, no sentido dos chamados feronomios, ou seja, os homens se completavam: o “penetrado” quando se liberava Não estava no estereótipo “passivo” ele como valorizava o “seu passe”. Atualmente percebo a vitimizacao dos gays da minha geração alegando um envelhecimento diferente do hetero da mesma geração (pessoal acima dos 50 ou 60 anos)! Em 2018, um colega de trabalho então com 35 anos e eu aos 52 anos, transamos desde o dia em que ele me confidenciou querer relação homo comigo! A 1a. vez era final do expediente e compartilhavamos o banheiro, aonde conversamos e como eu era o último a sair do meu setor e, ele tinha mais colegas no setor dele e até era chefe lá, transamos no setor que eu trabalhava e o que deixou ele maravilhado foi a minha pronta disponibilidade! Ai eu disse a ele, a forma amistosa ao nos falarmos, clima de paquera, mexia com nossa libido, até que chegou a decisão por transar! Por ele ser casado comentou que até então nenhuma relação hetera tinha realizado ele, tanto! Claro que agradar outro homem Não é da noite para o dia, alcançar esse auge, mas o saber ouvir, esperar, sentir ele pronto para nos agradar, primeiramente e, então a gente ceder, a investida (transa proposta)!