5 razões para você parar de reclamar dos remakes

Muita gente por aí torce o nariz quando se fala em remakes de filmes. Especialmente quando se tratam de clássicos.

Claro que, em alguns casos, os remakes são desnecessários mesmo. Por exemplo: remakes norteamericanos de filmes de outros países como Os Intocáveis, O Segredo dos Seus Olhos, Deixa Ela Entrar ou Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, usando a barreira da língua como desculpa. O pior é quando nem essa barreira existe e o remake americano só serve para imbecilizar um filme que em seu original era ótimo. Morte no Funeral é o melhor exemplo deste caso.

Mas mesmo esta regra tem suas exceções: Os Infiltrados, do diretor Martin Scorsese é remake de um filme chinês e levou pra casa 4 Oscars, incluindo melhor filme.

Hoje em dia filmes e séries são considerados “velhos” muito rapidamente. Já se fala em uma nova adaptação de Harry Potter, afinal o primeiro filme já tem mais de 20 anos! E por que não?

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Em muitas situações, um remake pode sim ser bem-vindo. E vou dizer por que:

1 – Para apresentar uma história a um novo público

Responde com sinceridade: quantas pessoas com menos de 30 anos você conhece que assistiram ou assistiriam a um filme de 50, 60 anos atrás?

Um clássico permanecerá um clássico. E os fãs de cinema clássico poderão assisti-lo sempre que quiserem. Mas que mal há em apresentar a história para um novo público, que não assistiria a um Ben-Hur ou um Rebecca em suas versões originais de 1959 e 1940 respectivamente?

Claro que nem sempre os remakes são tão bons quanto os originais. E parece que esta regra se aplica muito mais com relação à opinião dos “entendidos” de cinema. Mas quem disse que essa era a intenção? Remakes de A Profecia, Carrie, Cemitério Maldito, A Fantástica Fábrica de Chocolates nunca foram feitos para substituir os longas anteriores.

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Rebecca, da Netflix

2 – Por se tratar de um livro adaptado várias vezes

Quantas vezes você já viu Orgulho e Preconceito ou Cinderela no cinema? Em quantas diferentes versões? O livro de Jane Austen já teve algumas versões pro cinema, já virou comédia romântica LGBT (Orgulho e Sedução, no Star+) e até novela, filme com zumbis e série hit na Netflix (Bridgerton é declaradamente inspirado em Orgulho e Preconceito).

Cinderela ganha uma nova versão praticamente todo ano. Se não mais do que uma. Este ano, Os Tênis Encantados trouxe mais uma para o Disney+. Ainda este ano teremos dois novos filmes do Pinóquio (Disney+ e Netflix).

Outro exemplo é O Grande Gatsby. O livro já ganhou algumas adaptações para o cinema, mas isso não impediu o diretor Baz Luhrmann de dar seu toque especial à história (assim como fez com Romeu e Julieta).

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Ouça as versões em violino para hits do momento da trilha de ‘Bridgerton’

Resenha do site: O Grande Gatsby

Resenha do site – Orgulho e Preconceito e Zumbis

Bridgerton, da Netflix

3 – Para “corrigir” problemas da versão original

O melhor exemplo desse caso é Amor, Sublime Amor. A versão original, de 1961 tinha atores brancos pintados para parecerem latinos numa história que, embora mostrasse uma comunidade latina, tinha somente uma atriz dessa origem.

Em 2021 Steven Spielberg trouxe o clássico novamente para o cinema (60 anos depois) “corrigindo” este e outros problemas do filme original. E ambos hoje são clássicos.

A série Queer As Folk é outro exemplo: quando a versão americana (já um remake) estreou em 1999 trazia somente personagens brancos, gays e “padrão”. A nova versão, que estreou este ano (disponível no Starz Play no Brasil) traz mais diversidade: negros, latinos, trans, não-binárie, PDC…

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10 diferenças entre as versões de 1961 e 2021 de ‘Amor, Sublime Amor’

Resenha do site – Amor, Sublime Amor

nova versão de Queer As Folk

4 – Para tornar a história mais contemporânea

Filmes e produções anteriores a 2000 raramente trazem representatividade ou pessoas em situação de poder que não sejam homens brancos heterossexuais. E isso hoje não cabe mais. Então por que não recontar a história mas com as necessidades atuais? E este ponto está diretamente ligado ao anterior: representatividade importa sim!

Convenção das Bruxas ganhou crianças negras, Um Maluco no Pedaço trouxe um tom mais crítico sobre a situação dos negros ricos em Bel-Air e O Preço da Ambição, estrelado por homens brancos ganhou uma versão com girl power na excelente série Swimming With Sharks (ainda inédita no Brasil).

LEIA MAIS: Resenha do site: Convenção das Bruxas

Novo Convenção das Bruxas, disponível no NOW)

5 – Para dar uma outra visão da história

Seja nos casos dos remakes de filmes “antigos” ou nas adaptações da Disney em live action, ou ainda nos infinitos reboots de histórias de super-heróis (como as incontáveis histórias de origem de Batman, Superman e Homem-Aranha), uma nova versão de uma história dá a liberdade de que outra visão seja apresentada e até mesmo novos pontos de vista sejam introduzidos.

Novos efeitos visuais, novos argumentos, novos personagens…. tudo isso pode trazer um frescor inédito para uma história já contada. Está aí Duna que não nos deixa mentir.

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O Rei Leão em versão “live action + CGI” da Disney

Então, pare de reclamar dos remakes. Se você é contra remakes, basta não assisti-los. Assista aos clássicos, não há problema nenhum com isso. Assim como não há problema nenhum em recontar uma história.

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